
Bi e LGPD: o que deve mudar na análise de dados em 2026
- Victor Sponchiado
- 14 de jan.
- 5 min de leitura
Nos últimos anos, tenho acompanhado, com atenção, a crescente preocupação das empresas brasileiras quanto ao uso responsável dos dados. Com o avanço da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), percebo que as regras do jogo mudaram de forma definitiva. Agora, olhando para 2026, vejo que a relação entre business intelligence (BI) e LGPD ganhará novos contornos, muitos deles ainda pouco discutidos. Seja no desenvolvimento de dashboards, seja na implantação de ferramentas conversacionais como o Chat BI, práticas modernas de análise se fundem a novos cenários regulatórios.
“O que era tendência virou exigência.”
Por que 2026 deve ser um marco para LGPD e BI?
Até aqui, muitos projetos de BI foram desenhados para maximizar as oportunidades dos dados, explorando volumes crescentes de informações. No entanto, vejo um movimento claro: adequação profunda à LGPD. Uma pesquisa recente indicou que 44% dos brasileiros conhecem a LGPD, e, desses, 81% acreditam que seus dados estão seguros, ligando diretamente conhecimento e sensação de proteção (pesquisa indica que 44% dos brasileiros conhecem a LGPD).
Quando aplico isso ao mundo do BI, percebo que a confiança é um ativo cada vez mais disputado. As empresas serão desafiadas em três frentes principais:
Reforçar a transparência e o registro de consentimento
Auditar e limitar o acesso dos usuários aos dados sensíveis
Documentar continuamente todos os fluxos e usos de dados
Se você atua em áreas como comercial, suprimentos ou gestão pública, como já orientei clientes na Ultradash, a adaptação não se trata só de regras, mas de sobreviver e se destacar.
O que esperar das mudanças regulatórias na LGPD?
Já vi, em minha experiência, a pressão aumentar sobre as empresas para que entreguem provas concretas de conformidade. Desde 2020, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) fiscalizou mais de 500 incidentes e aplicou diversas sanções administrativas, incluindo multas, como mostra o balanço da ANPD. Agora, a partir de 2026, novas regulamentações e atualizações estão na mesa de discussão.
Desafios tecnológicos na análise de dados dentro da LGPD
Trabalhando com a Ultradash, percebo, na prática, que os maiores desafios não são puramente jurídicos, são técnicos. O BI moderno aproveita integrações com ERPs como Omiê, Conta Azul, Nibo, Bling e Gestão Click, além de CRMs e plataformas próprias. Cada novo link no ecossistema de dados pode abrir brechas para exposição de informações sensíveis, então recomendo atenção triplicada nos seguintes pontos:
Definir regras granulares de acesso baseado em cargos e setores
Aplicar técnicas robustas de pseudonimização e anonimização
Preparar um inventário completo dos dados coletados e processados
Implementar registros automáticos de consentimento do usuário
É nesse momento que dashboards personalizados ganham outro valor. Ao projetar um portal junto ao cliente, consigo prever e limitar quais dados realmente precisam ser expostos a cada stakeholder. O uso do Chat BI, por exemplo, pode ser modelado para restringir perguntas que envolvam informações pessoais, graças a filtros inteligentes e IA treinada em protocolos de privacidade.
Estratégias para adaptar o BI ao novo cenário da LGPD
Já orientei equipes a buscar práticas que conciliem inovação, uso de indicadores inteligentes e conformidade. Em 2026, acredito que todo projeto sério de BI contemple ao menos estas ações:
Mapeamento sistemático dos fluxos de dados (quem coleta, onde armazena, como trata)
Adoção de políticas claras de minimização, guardando só o realmente necessário
Demonstração auditável dos consentimentos coletados
Automação dos processos para anonimização e descarte periódico de dados
Testes regulares de vulnerabilidade e resposta rápida a incidentes
Ultradash, por exemplo, já nasce com essas práticas incorporadas e adaptadas. Isso me permite entregar soluções BI transparentes, adaptáveis à nova lei e prontas para auditorias.
Vejo que, mesmo para quem não atua diretamente na programação de indicadores, entender as melhores práticas se tornou um requisito, ainda mais se você estiver no setor público, como mostramos em algumas soluções disponíveis para gestão pública e projetos para prefeituras.
Como a experiência do usuário será afetada?
Uma preocupação recorrente de clientes e parceiros é: isso tudo vai tornar o BI engessado ou limitar a inovação? Na minha experiência, a resposta é não, desde que exista equilíbrio entre privacidade e entrega de valor. O business intelligence moderno é pensado para responder perguntas difíceis de maneira rápida, sem expor mais informações do que o necessário.
Recursos como logs de acesso completos, personalização de dashboards e uso de IA na triagem de dados permitem encontrar esse ponto ótimo. Prova disso é que, em meu trabalho, tenho visto empresas se tornarem mais respeitadas e até mesmo melhorarem sua imagem com o público ao adotar essas práticas.
Mais conhecimento, menos risco
Se me perguntarem qual o fator mais transformador das análises de dados até 2026, eu diria: conscientização. Vou além, aliás, a educação vai passar a ser diferencial competitivo. Ao investir em análise de dados ética, as empresas não só previnem autuações, mas constroem relações de confiança com seus clientes e parceiros.
“Dados são o novo ouro, mas só se protegidos de verdade.”
Indicadores de desempenho seguirão com papel central, mas agora acompanhados por camadas extras de controle. Se você deseja conhecer um pouco mais de técnicas para escolher bons indicadores mesmo nesse cenário, recomendo a leitura sobre indicadores para dashboards comerciais.
Por fim, ainda vejo oportunidades de inovação, especialmente com recursos como Chat BI, que tem potencial para simplificar o acesso e trazer insights mesmo diante das demandas da LGPD. A criatividade está longe de acabar, ela só precisa respeitar limites claros.
Se você quer transformar dados em decisões estratégicas, se atualizando quanto às tendências de BI e LGPD, convido a conversar comigo e conhecer as soluções da Ultradash. Juntos, podemos preparar sua empresa para um 2026 cada vez mais conectado e seguro.
FAQ sobre BI e LGPD: dúvidas comuns para 2026
O que muda na LGPD em 2026?
As discussões indicam regulamentações mais específicas sobre anonimização, uso de IA, consentimento e transparência. A ANPD deve publicar novos guias e aumentar a fiscalização, exigindo que empresas e órgãos públicos provem, de forma clara, como coletam, processam e protegem dados pessoais durante todo o ciclo de informação.
Como adaptar a análise de dados à LGPD?
O caminho passa por mapear metadata, aplicar políticas de minimização, reforçar controles de consentimento e restringir o acesso só ao necessário. Soluções BI, como da Ultradash, já trazem controles de acesso embutidos, automatizam a anonimização e mantêm registros para auditorias, facilitando o processo de adequação.
Quais dados são mais afetados pela LGPD?
Dados pessoais e dados sensíveis são os mais regulamentados. Nome, e-mail, documentos, informações financeiras e dados sobre saúde, associação sindical, convicção religiosa e biometria requerem atenção redobrada. A extração e exposição destes no BI deve seguir protocolos específicos.
As penalidades vão aumentar em 2026?
Com a expansão da fiscalização e novas normativas, espera-se maior rigor e mais multas para violações. Desde a implementação, a ANPD já atua fortemente (balanço da ANPD), o que tende a se intensificar a partir de 2026.
Como garantir conformidade com a nova LGPD?
Adote processos auditáveis de coleta e gestão de consentimento, mantenha inventário dos dados tratados, invista em soluções BI com controles embutidos de privacidade e mantenha a equipe treinada. Integrar sistemas a plataformas como a Ultradash pode facilitar esse caminho, já que as boas práticas já fazem parte do produto entregue.



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